Murdoku: como se joga, regra a regra

Um murdoku parece complicado até se perceber que só tem duas regras. Esta página explica-as pela ordem em que fazem falta, com exemplos, e no fim tens um caso para experimentar sem instalar nada.

Imagens do jogo

Experimentar um caso

O que está no tabuleiro

Um caso tem quatro peças: um tabuleiro dividido em divisões, que tanto pode ser uma casa como um café, um escritório ou uma loja de bairro, um grupo de suspeitos, uma vítima já colocada numa das casas, e uma lista de pistas. O teu trabalho é pôr cada suspeito numa casa. Quando estiverem todos no lugar, quem ficar na divisão da vítima é o assassino.

Regra um: nada se repete na linha nem na coluna

É a regra do sudoku, aplicada a pessoas em vez de números. Cada suspeito ocupa uma casa e só uma, e dois suspeitos nunca partilham a mesma linha nem a mesma coluna: em cada linha e em cada coluna fica exatamente um. Assim que colocas alguém com certeza, fechaste a linha e a coluna dele para todos os outros, e é daí que vem metade do avanço.

Regra dois: as pistas são verdadeiras

Cada pista é um depoimento e nenhum deles mente. «A Emma estava sentada numa cadeira» quer dizer exatamente isso, sem armadilhas nem duplos sentidos. Há vários feitios de pista e estes três chegam para começar: umas dizem em que divisão alguém estava, outras ligam duas pessoas ou uma pessoa a um objeto («estava com a Diana na biblioteca», «estava ao pé da lareira»), e outras excluem («o Boris não estava na cozinha»). As de exclusão costumam valer mais do que parecem, porque cortam meio tabuleiro de uma vez. Mais à frente aparecem pistas de direção, de distância e de metade do tabuleiro, sempre uma de cada vez.

A ordem que poupa tempo

  1. Lê a lista toda antes de colocar seja quem for. Uma pista lá para o fim costuma decidir a primeira.
  2. Começa pelas pistas que prendem alguém a uma divisão concreta: são as únicas que dão certezas logo.
  3. De cada certeza, risca a linha e a coluna para os outros suspeitos.
  4. Volta às pistas de exclusão com o tabuleiro já mais fechado; agora dizem muito mais do que na primeira leitura.
  5. Quando sobrar uma só colocação possível, o caso está resolvido: olha para a divisão da vítima.

Quando parece que o caso não dá

Acontece a toda a gente e quase nunca é culpa do caso. Duas causas explicam a maioria das vezes: uma pista de exclusão lida como se fosse de posição, ou uma casa riscada a mais no início, quando ainda não havia certeza. Vale a pena recomeçar a partir da última colocação de que tens a certeza absoluta em vez de continuar por cima da dúvida.

Nos casos do Cluedoku esse risco não existe: cada caso é verificado por computador antes de ser publicado e tem uma única solução, sempre alcançável por dedução. Se estiver a bloquear, o erro está na leitura, não no enunciado, e as dicas mostram o passo seguinte em vez de entregarem a resposta.

Onde experimentar agora

O caso do dia joga-se no navegador, grátis e sem registo. O jogo está em português de Portugal, com «tu» e «ecrã», e também na variante do Brasil se for essa a tua. Se preferires no telemóvel, há apps para iPhone e Android que funcionam sem ligação à internet. E se ainda não sabes o que é isto tudo, a página sobre jogar murdoku online em português conta a história do passatempo.

Perguntas frequentes

Quais são as regras do murdoku?

Duas: em cada linha e em cada coluna fica um único suspeito, como no sudoku, e todas as pistas são verdadeiras. O assassino é quem fica na divisão da vítima quando todos estiverem colocados.

Como funciona um murdoku para quem nunca jogou?

Lê as pistas todas, coloca primeiro quem uma pista prende a uma divisão certa, risca a linha e a coluna dessa pessoa para os outros e repete. Cada colocação segura torna a seguinte mais fácil, e no fim sobra uma só hipótese.

Preciso de adivinhar em algum momento?

Não, e se tiveres de adivinhar é sinal de que houve um erro de leitura. Num caso bem feito chega-se ao fim só por eliminação, e os do Cluedoku são verificados um a um antes de saírem.

É preciso ser bom a sudoku?

Ajuda, mas não é preciso. A regra da linha e da coluna aprende-se em dois minutos e o resto é leitura atenta, mais próximo de um romance policial do que de contas.

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